M.P.B. Rules!!

Eu nunca fui um grande fã dos grandes artistas da música brasileira. Confesso que isso é (ou era...) uma falha considerável. Só existia uma simples razão para isso: não ter um maior contato com a discografia brasileira dos anos 50, 60 e 70 (por que dos 80 para cá eu conheço...rsrsrsrs). Aos poucos eu vou preenchendo uma lacuna, e começo a conhecer o trabalho destes artistas.

No mês passado eu fui ao show do Chico Buarque e fiquei impressionado com o talento, com o carisma, com a força que ele tem para preencher o palco sendo tão simples, tão econômico em gestos, em movimentos, sem nenhuma super produção. O público se deleita com um simples meio-sorriso, com um leve arquear de sobrancelha... É impressionante ver o poder de um grande artista, um simples homem, um tanto frágil, mas que vale mais por super-efeitos cênicos, pirotécnicos ou coreográficos. Bravo!!

Nas últimas semanas foi a vez de Maria Bethânia. Eu sempre tive amigos que apresentavam verdadeira idolatria por ela, mas eu nunca tinha dado a devida atenção. Entretanto, de uns tempos para cá, comecei a ouvir o trabalho dela e passei a gostar cada vez mais. Anteontem, em um superlotado Tom Brasil, veio a constatação: Maria Bethânia é perfeita. A simplicidade, o êxtase por estar no palco (que rapidamente contagia todos), a força de suas canções e dos poemas que ela recita (nunca um poema de 1917 foi tão atual...), a grandeza de sua banda, enfim, tudo foi um verdadeiro espetáculo.

Terminei perdendo o show do New Order, mas não se pode ver tudo... Sábado tem Zélia Duncan e amigos.

Êba!

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