“O Primeiro Ano do Resto de Nossas Vidas” foi um dos meus filmes favoritos durante a adolescência. Em primeiro lugar pelo elenco estelar: Emilio Estevez, Rob Lowe, Andrew McCarthy, Judd Nelson, Mare Winningham, Andie MacDowell, Ally Sheedy e Demi Moore. Era uma reunião dos jovens atores de maior sucesso do meio dos anos 80. Hoje todos (exceção, claro, de Demi Moore) estão em menor ou maior grau de esquecimento. Em segundo lugar pela história, que mostrava as angústias de jovens recém saídos da faculdade e que se deparavam com as incertezas que iriam permear todo o resto das vidas deles. O filme não era nenhuma maravilha e com certeza não envelheceu bem, mas é um filme que é muito importante ao ter conseguido (como poucos) registrar a juventude yuppie do meio dos anos 80.
Fazia muito tempo que eu não lembrava deste filme. E a lembrança surgiu porque hoje eu completo o primeiro ano do resto da minha vida...
Hoje completa um ano que tudo começou. Foi um ano maravilhoso, e o primeiro de muitos ainda por vir.
Mudei muito neste ano e ainda tenho algumas coisas para mudar. Sei que estou no caminho e sei que posso. Isso faz toda a diferença.
Não tenho o hábito de assinar os posts, mas hoje eu não resisto. Aproveito para pegar emprestada uma assinatura...
(com muito) Lv.
Este é um post de um mês atrás, que terminou ficando esquecido e não foi postado quando foi escrito...
Estou em uma fase cultural bacana, vendo um bom número de peças e de shows.
Dos últimos que assisti fica um registro positivo para o show da Simone e da Zélia Duncan no Tom Brasil, no sábado passado (dia 12). Foi muito bom ver duas presenças tão fortes no palco, com muita energia. As duas se mostraram mestras em controlar uma platéia enlouquecida, composta por fãs fiéis (a grande maioria) e por marinheiros de primeira viagem (como eu). Terminado o show só posso dizer que as duas ganharam mais um fã.
O registro negativo fica por conta do super comentado “Cats”. Talvez eu estivesse esperando demais, mas o fato é que Cats ficou muito abaixo das minhas expectativas e a impressão ao sair do Credicard Hall foi de completa perplexidade...
É claro que nada pode ser tão ruim, ainda mais quando estamos falando de um show que ficou anos em cartaz, que já foi apresentado em inúmeros países, que acumula prêmios Tony´s, milhares de apresentações e milhões de dólares.
Logo ao entrar no Credicard Hall já era possível perceber o cenário, que não estava escondido e podia ser admirado com calma antes do início do show. Belíssimo, é o mínimo que se pode dizer do cenário, um dos pontos fortes do show.
Este é um show em que a imagem realmente é tudo. O belo cenário, aliado à uma ótima iluminação e a um impressionante figurino resultaram em imagens fortes e belas, um show de cores de encher os olhos.
O elenco também é muito bom. Impressionante e virtuoso. Cantam e dançam com técnica, vigor e sentimento.
E é neste momento que os pontos positivos acabam... e que começam os defeitos...
Antes, cabe um esclarecimento: sou um apreciador de musicais, não sou daqueles que tem pesadelos quando alguém começa a cantar no meio de um diálogo. Muito pelo contrário: acho que a música e a dança podem contribuir muito a serviço de uma história.
E é justamente aí que reside o problema... Cats não tem uma história!! Os atores-gatos rodopiam de um lado para outro sem objetivo, tudo parece caminhar para lugar nenhum, as músicas se alternam em uma sucessão infinita de gatos se apresentando e eu fiquei me perguntando as razões...
Tentem trocar a ordem das canções! Tirando uma ou outra música, não vai fazer nenhuma diferença! A peça pode ser montada de trás para frente que ninguém perceberá maiores diferenças, mesmo porque ela continuará sem história!
Tentem procurar algo que resuma a história de Cats: vocês vão ler coisas como “a gata Grizabella canta Memory”, “uma noite especial na vida dos gatos Jellicle” ou “os gatos se reúnem para definir quem poderá renascer para uma nova vida Jellicle”. Tudo é muito vago, muito impreciso, pois é difícil resumir em uma frase a história, porque, apesar do espetáculo durar duas horas, não existe uma história...
Ficamos duas horas para entender como tratar bem os gatos? Não consegui entender nem esta mensagem... Acho sinceramente que cinco minutos de peça e mais 30 segundos de mensagem institucional da Whiskas (a patrocinadora da peça) já seriam suficientes para ensinar a muitos como tornarem os gatos mais felizes.
Além disso, o espetáculo também envelheceu mal em alguns outros aspectos. A coreografia parece mecânica e robotizada em diversos momentos. Ressurgiram na minha cabeça (em diversas ocasiões) as imagens das coreografias do meio dos anos 80: alguns movimentos de break, alguns movimentos de aeróbica... Por alguns momentos eu jurei ter visto Olívia Newton John de collant de ginástica entre os Jellicle Cats. Tudo era muito datado e sem a força que possui qualquer coreografia que se baseie (por exemplo) em Fosse.
A orquestra também me deu alguns calafrios, surgiam esporadicamente alguns ecos de um progressivo mal feito, misturado com um rock/pop que não sabe a que veio.
Era interessante ver as pessoas indo embora nos intervalos entre o primeiro e o segundo ato...
Se ficou uma lição de tudo isso? Claro que ficou! Como diria o Public Enemy: Don´t Believe the Hype
|
|
||||
|
||||
![]() | ||||
|
||||