Hoje eu volto para a faculdade. Comecei este curso há bastante tempo e o prazer indescritível que tenho de cursá-lo fez com que eu optasse em me matricular em doses homeopáticas...
No segundo semestre de 2005 eu me matriculei em uma matéria...
Foi demais para mim e resolvi me dar férias no primeiro semestre de 2006...
Hoje as férias acabam... matriculado em três matérias eu espero ser capaz de suportar as três noites por semana que eu passarei na faculdade. O lado positivo é que eu finalmente parei para analisar todas as matérias que eu já fiz e ver as que faltam e descobri que dá para me formar em dezembro de 2007... o lado negativo é que eu vou perder a carteirinha de estudante...
Sampa é cultura
São Paulo é uma cidade fascinante. Tem programa para todos os gostos e para todas as tribos. Querer acompanhar a vida cultural é impossível. Toda sexta-feira eu leio as programações culturais dos jornais e percebo entristecido os filmes, peças e exposições que saíram de cartaz (ou que estão prestes a sair...) e que eu não consegui ver. Queria que o dia tivesse 48 horas e que a semana tivesse 10 ou 12 dias...
Semana passada eu assisti “Marília Pêra Canta Carmem Miranda”. Fico impressionado com a versatilidade e com a técnica dela. Assisti-la é sempre uma aula de teatro.
Já este final de semana foi de frio e muita chuva. Nessas horas dá uma preguiça enorme de ficar na rua e o melhor programa é ir à locadora, pegar alguns filmes e passar a tarde jogado no sofá.
O tempo ruim deste final de semana me fez lembrar da época em que eu tinha uns 9 ou 10 anos e que adorava as tardes chuvosas em que eu voltava da escola e ficava debaixo das cobertas assistindo Sessão da Tarde. Claro que isso não dourava muito, pois conforme a paixão por cinema aumentava os filmes da Sessão da Tarde passavam a ser insuficientes, pois ou já tinham sido vistos ou pareciam ser ruins demais e não justificavam um pouco mais de atenção.
Durante este meu “Sessão da Tarde revival” assisti “The Producers” comédia musical que eu estava super a fim de ver nos cinemas mas que terminei perdendo. Terminado o filme, eu fiquei tentando entender como aquilo que tinha tudo para dar tão certo, conseguiu sair tão errado... Só vale pela Uma Thurman, engraçada em um papel de uma sueca que resolve tentar a sorte na Broadway. Uma boa surpresa foi "A Chave Mestra" ("The Skeleton Key"), um suspense interessante, do qual eu não esperava nada, mas que terminou surpreendendo, em especial em função do final um tanto inesperado (o típico final de filme que eu gosto). Tem a boa participação da Kate Hudson e os sempre ótimos Gena Rowlands e John Hurt.
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